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quinta-feira, 19 de março de 2009
For a minute there, I'll lost myself
Depois de muitos rumores, alarmes falsos e coitos interrompidos, a lenda de um show do Radiohead no Brasil vai, finalmente, virar realidade. Mesmo com a legião de latino-americanos doentes pela mais genial, influente e endeusada banda desde o Nirvana, Thom Yorke e Cia. nunca deram o ar da graça por aqui nesses 20 anos de lamúrias e inquietude estética do grupo.
O Radiohead desembarca no país para dois shows no festival Just a Fest - o primeiro no Rio de Janeiro, dia 20, e o segundo em São Paulo, dia 22. Na capital paulista, o show, já histórico antes mesmo de acontecer, será para cerca de 30 mil pessoas na Chácara do Jockey, mesmo local que recebeu Sonic Youth, Flaming Lips e Stooges, no Claro que é Rock, em 2005.
Para deixar a coisa ainda mais especial, a ocasião ainda terá aberturas de luxo, com apresentações dos papas do eletrônico, os alemães do Kraftwertk, e da banda nacional mais relevante da década, os finados Los Hermanos, que fazem uma volta relâmpago apenas para o festival.
Antes de chegar ao país, os ingleses estrearam sua turnê pela América Latina fazendo duas apresentações na Cidade do México, nos dias 15 e 16. Os repertórios dos shows deram a prévia do prato que será servido aos brasileiros, que poderão viajar por toda a obra do grupo em 25 músicas.
Além de praticamente todas as canções do excelente novo álbum “In Rainbows”, serão revividos os momentos áureos de “The Bends”, “OK Computer” e dos siameses “Kid A” e “Amnesiac”. Entre as músicas antigas que devem entrar no set brasileiro estão “Idioteque”, “Paranoid android”, “Pyramid song”, “National anthem”, “Everything in its right place”, “There, there”, "Airbag", "Fake Plastic Trees", "Karma Police" e, talvez, até "Creep". Ou seja, não vai prestar.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Na órbita do Planeta
Dia 10 de novembro, sábado. Duas semanas depois da decepção do TIM, foi a vez do Planeta Terra mostrar que tudo pode ser o extremo oposto. Shows pontuais, acesso tranqüilo para bares e banheiros, dois palcos simultâneos – o principal, ao ar livre, e o tal “indie stage”, em um galpão coberto -, tenda eletrônica e uma programação firmeza, focada em bandas dançantes e com tantos shows que um comia o começo do outro.
Já tinham rolado várias coisas quando chegamos, como os gringos do Tokyo Police Club e os nacionais Supercordas, Patu Fu e Instituto & B Negão, prestando um tributo à fase racional de Tim Maia. Entramos e fomos direto pro galpão do indie stage no meio da apresentação do Datarock. A coisa já tava pegando fogo, com a galera dançando e gritando. Mesmo conhecendo pouco, gostei do show dos caras. Foi uma grande salada de punk, new wave, Manchester do início do anos 90 e saborosos pastiches do indie convencional. O povo era convocado e participava a todo o momento. Quando rolaram “Sex me up”, “Princess” e “Fa-Fa-Fa” o miolo da frente ensandeceu e não tinha como parar de dançar. O palco era pequeno e o lugar dava o clima intimista de um inferninho em uma casa de show. Ficamos na cara da banda sem esforço.
Depois rolou um intervalo pra o próximo bloco de atrações e todo mundo resolveu zanzar no lado de fora.
Assim, a galera inteira acabou se encontrando na muvuca e demos um role pra cerveja antes de colarmos pro palco principal pra sacar a Lily Allen. E não foi fácil quando a menina chegou mostrando sua rebeldia fofa. A belezinha ensaiava boca suja, degustava cigarros e goles de rum no palco; mas tudo era tão pueril... sei lá, ensolarado, alegre e ainda meio "girl power". É isso, Lily não passa de uma Spice Girl parida na ceninha londrina. Seu som se limitou a reggaes debochados e hip-hops de dar cáries. E não embalou mesmo. O povo ficou parado olhando pro palco, só menininhas e gays dançavam. Já estava bêbado e não parara de pedir pra gente sair daquele lixo pra guardar lugar no CSS. A maioria quis ficar, vai entender. Então fomos só eu e um amigo pro banheiro químico retocar a maquiagem pra saca a volta do Cansei de Ser Sexy ao país.
O som já estava rolando e chegamos na pilha, pulando feito loucos. “Licença” aqui, “licença” ali e pronto: estávamos a três metros do palco do indie stage. Após 18 meses sem tocar no país e queimar o filme no show zuado do TIM, em 2004, o CSS retornou como a principal atração nacional do evento e não decepcionou. A cozinha tava afinada e a Lovefoxxx arrepiou na frente. Com uma presença de palco à anos luz de pouco tempo atrás, estava vontade nas dancinhas e poses. Falou pouco com o público pra pular e cantar um hit atrás do outro. A galera ferveu. E eles ainda mandaram a nova "Lindja" e uma cover de “Pretended we’re dead”, do L7 – como meu amigo havia avisado antes. Enfim, foi uma puta apresentação.
Mas eu ainda sairia dali purificado. No final, Lovefoxxx mandou um mosh na galera em "Let's Make (And Listen to Death From Above)" e, de repente, vi meu grande fetiche sendo carregado pro meu lado. Diante da oportunidade única, não marquei. Tasquei a mão no seu peitinho. Uterere. A galera teve que me aguentar depois. Ô, se teve.
Já do lado de fora, encostamos em uma árvore pra dar risada e degustar o relaxante antes de pegar a última maratona. A turma tava breaca e ali ficou diverto, nem interessei logo de cara pra ver qual era a do Devo, no palco principal. Mas aquele som de fundo foi me fisgando aos poucos e quando dei por mim estava na frente do palco principal pulando sons que nunca tinha ouvido na vida. Foi do caralho, apresentação impecável; mesmo com o mar de caras perdidas do público. Eles seguraram a peteca com um puta som dançante e performances bem humoradas e cheias de passinhos. Nessa hora, achei a curitibana de braços tatuados que conheci no busão na ida e ficamos pirando juntos.
Depois de um tempo, resolvemos, com certa tristeza, deixar o Devo pra ver o Rapture no indie stage - que já tinha lá seus 15 ou 20 minutos de show. E, como uma benção, foi só botarmos o pé dentro do lugar que começou o baluarte discoeletrorock “House of the jealous lovers”. Enlouqueci, pulei tanto que derrubei metade da minha cerveja. O Rapture não deu trégua um minuto e botou todo mundo pra dançar. O palco cintilava luzes aleatórias e coloridas, era pista pura. Medalha de ouro pra eles, a melhor coisa do festival. Fiquei até o fim e ainda esperei até ter certeza que eles realmente não iam voltar pra um improvável segundo bis.
E pra completar, o Kasabian fechou a noite com mais um bom show. O vocalista convenceu e marcou presença emulando os primórdios do britpop, a lá Happy Monkeys e Stone Roses. Estava em casa. Pena que não saquei como deveria, a curitibana fez justiça às origens e mostrou-se uma mala. Acabei dando um perdido violento pra curtir o som direito e procurar o resto pessoal.
Fomos embora pouco antes do fim do show em estado de redenção, cheios de sorrisos e decretando aquilo tudo como a melhor balada musical de nossas vidas - batendo até o antológico Claro Que É Rock, em 2005. Já deixou saudade.
Pra quem não foi, ainda resta conferir os vídeos no site.
Já tinham rolado várias coisas quando chegamos, como os gringos do Tokyo Police Club e os nacionais Supercordas, Patu Fu e Instituto & B Negão, prestando um tributo à fase racional de Tim Maia. Entramos e fomos direto pro galpão do indie stage no meio da apresentação do Datarock. A coisa já tava pegando fogo, com a galera dançando e gritando. Mesmo conhecendo pouco, gostei do show dos caras. Foi uma grande salada de punk, new wave, Manchester do início do anos 90 e saborosos pastiches do indie convencional. O povo era convocado e participava a todo o momento. Quando rolaram “Sex me up”, “Princess” e “Fa-Fa-Fa” o miolo da frente ensandeceu e não tinha como parar de dançar. O palco era pequeno e o lugar dava o clima intimista de um inferninho em uma casa de show. Ficamos na cara da banda sem esforço.
Depois rolou um intervalo pra o próximo bloco de atrações e todo mundo resolveu zanzar no lado de fora.
Assim, a galera inteira acabou se encontrando na muvuca e demos um role pra cerveja antes de colarmos pro palco principal pra sacar a Lily Allen. E não foi fácil quando a menina chegou mostrando sua rebeldia fofa. A belezinha ensaiava boca suja, degustava cigarros e goles de rum no palco; mas tudo era tão pueril... sei lá, ensolarado, alegre e ainda meio "girl power". É isso, Lily não passa de uma Spice Girl parida na ceninha londrina. Seu som se limitou a reggaes debochados e hip-hops de dar cáries. E não embalou mesmo. O povo ficou parado olhando pro palco, só menininhas e gays dançavam. Já estava bêbado e não parara de pedir pra gente sair daquele lixo pra guardar lugar no CSS. A maioria quis ficar, vai entender. Então fomos só eu e um amigo pro banheiro químico retocar a maquiagem pra saca a volta do Cansei de Ser Sexy ao país.O som já estava rolando e chegamos na pilha, pulando feito loucos. “Licença” aqui, “licença” ali e pronto: estávamos a três metros do palco do indie stage. Após 18 meses sem tocar no país e queimar o filme no show zuado do TIM, em 2004, o CSS retornou como a principal atração nacional do evento e não decepcionou. A cozinha tava afinada e a Lovefoxxx arrepiou na frente. Com uma presença de palco à anos luz de pouco tempo atrás, estava vontade nas dancinhas e poses. Falou pouco com o público pra pular e cantar um hit atrás do outro. A galera ferveu. E eles ainda mandaram a nova "Lindja" e uma cover de “Pretended we’re dead”, do L7 – como meu amigo havia avisado antes. Enfim, foi uma puta apresentação.
Mas eu ainda sairia dali purificado. No final, Lovefoxxx mandou um mosh na galera em "Let's Make (And Listen to Death From Above)" e, de repente, vi meu grande fetiche sendo carregado pro meu lado. Diante da oportunidade única, não marquei. Tasquei a mão no seu peitinho. Uterere. A galera teve que me aguentar depois. Ô, se teve.
Eu, de braço em riste, preparo o bote
Já do lado de fora, encostamos em uma árvore pra dar risada e degustar o relaxante antes de pegar a última maratona. A turma tava breaca e ali ficou diverto, nem interessei logo de cara pra ver qual era a do Devo, no palco principal. Mas aquele som de fundo foi me fisgando aos poucos e quando dei por mim estava na frente do palco principal pulando sons que nunca tinha ouvido na vida. Foi do caralho, apresentação impecável; mesmo com o mar de caras perdidas do público. Eles seguraram a peteca com um puta som dançante e performances bem humoradas e cheias de passinhos. Nessa hora, achei a curitibana de braços tatuados que conheci no busão na ida e ficamos pirando juntos.
E pra completar, o Kasabian fechou a noite com mais um bom show. O vocalista convenceu e marcou presença emulando os primórdios do britpop, a lá Happy Monkeys e Stone Roses. Estava em casa. Pena que não saquei como deveria, a curitibana fez justiça às origens e mostrou-se uma mala. Acabei dando um perdido violento pra curtir o som direito e procurar o resto pessoal.
Fomos embora pouco antes do fim do show em estado de redenção, cheios de sorrisos e decretando aquilo tudo como a melhor balada musical de nossas vidas - batendo até o antológico Claro Que É Rock, em 2005. Já deixou saudade.
Pra quem não foi, ainda resta conferir os vídeos no site.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
TIM Nunca Mais
Escolhida para a programação mais esperada do TIM Festival, a Arena do Anhembi, no 28 de outubro, acolheu um cast com alguns da comissão de frente do hype do rock, como Artic Monkeys e The Killers. E mesmo assim foi o pior evento de musica que fui na vida. Bateu todos os recordes de má organização: atrasos, fila pra cerveja, pra comer, pane no som, hegemonia de shows de merda e com aquele maldito espaço VIP na frente de toda a galera.
A coisa começou com o espalhafatoso Spank Rock, que, insosso, só conseguiu empolgar um pequeno miolinho na frente - que se animou mais pelo início do festival do que propriamente pelo som. Ao acúmulo de desorganização que veio depois somou-se a cagada que fiz de varar numa balada no dia anterior. O corpo era só o bagaço, tanto que fui pras bandas de trás no meio do show pra tentar tirar um cochilo rápido. Voltei em seguida pra ver o Hot Chip não pilhar a galera e passar quase despercebido, apesar de mostrar espasmos de empolgação, como em “Over and Over”. Ficaram marcados por esgotar a boa vontade do público com um intervalo de uns vinte minutos, por conta de uma pane do som.
Depois, com mais um longo atraso, veio a Björk. Era o show que me interessava e foi, sem dúvida, o melhor da noite - até onde eu agüentei ver. Ela dançou, esguelou, mesclou hits e músicas novas, cantarolou cheia de ternura e surtou o público em catarses eletrônicas, contagiando até quem desconhecia o som. Na apoteose do final de "Hyper-ballad", surgiram raios caóticos em nossa direção e tudo virou uma grande rave. Com sua meiguice peculiar, intercalava “obricatos” depois dos aplausos a cada música: um dengo só. Como coadjuvante, ainda tinha um DJ com uma absurda parafernália eletrônica, que funcionava espalhando sensores sobre uma tela digital para gerar as batidas, e um grande coral/orquestra de islandesas que inseriam eventuais backs e arranjos de metais.
Pena que aquele não era o lugar ideal pra um show como o dela. A apresentação primava pelo detalhe. A performance, o figurino, os arranjos de palco, tudo era feito para ser vistos de perto, em teatros e clubes fechados. Ou seja, mesmo a melhor coisa do evento foi mal aproveitada. E pra ajudar, graças ao espaço VIP, assisti de longe pra caramba e tinha que ficar na ponta dos pés pra ver suas dancinhas e espirocadas. De qualquer jeito, foi tocante ver a presença de palco e vocal da mulher. Seu timbre único embalava melodias viscerais e a sensação de ouvi-la cantar foi algo meio etéreo. Lindo. Depois que acabou, já podia ir embora satisfeito.
Aproveitamos o intervalo pra embarcar na puta fila da cerveja. Enquanto esperávamos o goró, subiu ao palco a Juliette and the Licks. E mal começaram a tocar e já deu pra perceber que a coisa era sofrível. A banda tinha um rock tão mesquinhamente convencional que fiquei envergonhado, por eles. Juliette Lewis passou ridículo tentando compensar o som ruim pulando, berrando e abraçando os clichês mais caricatos do gênero. Um desastre, disparada a pior apresentação da noite.
Eu já estava bem acabado quando Arctic Monkeys subiram ao palco. Como a banda nunca me convenceu, não esperava nada. E foi batata: os moleques provaram que são fracos, limitados e que só mesmo quem acredita no Lúcio Ribeiro pode gostar daquilo. Fizeram um show morto, cheio de hits mas sem pegada. Alguns espinhentos ao redor não se agüentavam, gritavam e esperneavam, mas a real é que, pra gente de verdade, não dava pra empolgar - no máximo, em um grande hit ou outro. E só. Foi decepcionante até pra mim, que não tava nem aí.
E como o The Killers, a última atração, atrasou só três horas, resolvi que ganhava mais indo embora - pra dormir na minha cama e não no trabalho do dia seguinte. Quem ficou disse que foi bom e que os caras conseguiram salvar o festival junto com a Björk. É possível que eu até mudasse minha indiferença com a banda, mas pouco importa. Porque o que veio depois foi um Tsunami em qualquer lembrança do TIM.
A coisa começou com o espalhafatoso Spank Rock, que, insosso, só conseguiu empolgar um pequeno miolinho na frente - que se animou mais pelo início do festival do que propriamente pelo som. Ao acúmulo de desorganização que veio depois somou-se a cagada que fiz de varar numa balada no dia anterior. O corpo era só o bagaço, tanto que fui pras bandas de trás no meio do show pra tentar tirar um cochilo rápido. Voltei em seguida pra ver o Hot Chip não pilhar a galera e passar quase despercebido, apesar de mostrar espasmos de empolgação, como em “Over and Over”. Ficaram marcados por esgotar a boa vontade do público com um intervalo de uns vinte minutos, por conta de uma pane do som.
Depois, com mais um longo atraso, veio a Björk. Era o show que me interessava e foi, sem dúvida, o melhor da noite - até onde eu agüentei ver. Ela dançou, esguelou, mesclou hits e músicas novas, cantarolou cheia de ternura e surtou o público em catarses eletrônicas, contagiando até quem desconhecia o som. Na apoteose do final de "Hyper-ballad", surgiram raios caóticos em nossa direção e tudo virou uma grande rave. Com sua meiguice peculiar, intercalava “obricatos” depois dos aplausos a cada música: um dengo só. Como coadjuvante, ainda tinha um DJ com uma absurda parafernália eletrônica, que funcionava espalhando sensores sobre uma tela digital para gerar as batidas, e um grande coral/orquestra de islandesas que inseriam eventuais backs e arranjos de metais.
Pena que aquele não era o lugar ideal pra um show como o dela. A apresentação primava pelo detalhe. A performance, o figurino, os arranjos de palco, tudo era feito para ser vistos de perto, em teatros e clubes fechados. Ou seja, mesmo a melhor coisa do evento foi mal aproveitada. E pra ajudar, graças ao espaço VIP, assisti de longe pra caramba e tinha que ficar na ponta dos pés pra ver suas dancinhas e espirocadas. De qualquer jeito, foi tocante ver a presença de palco e vocal da mulher. Seu timbre único embalava melodias viscerais e a sensação de ouvi-la cantar foi algo meio etéreo. Lindo. Depois que acabou, já podia ir embora satisfeito.
Aproveitamos o intervalo pra embarcar na puta fila da cerveja. Enquanto esperávamos o goró, subiu ao palco a Juliette and the Licks. E mal começaram a tocar e já deu pra perceber que a coisa era sofrível. A banda tinha um rock tão mesquinhamente convencional que fiquei envergonhado, por eles. Juliette Lewis passou ridículo tentando compensar o som ruim pulando, berrando e abraçando os clichês mais caricatos do gênero. Um desastre, disparada a pior apresentação da noite.
Eu já estava bem acabado quando Arctic Monkeys subiram ao palco. Como a banda nunca me convenceu, não esperava nada. E foi batata: os moleques provaram que são fracos, limitados e que só mesmo quem acredita no Lúcio Ribeiro pode gostar daquilo. Fizeram um show morto, cheio de hits mas sem pegada. Alguns espinhentos ao redor não se agüentavam, gritavam e esperneavam, mas a real é que, pra gente de verdade, não dava pra empolgar - no máximo, em um grande hit ou outro. E só. Foi decepcionante até pra mim, que não tava nem aí.E como o The Killers, a última atração, atrasou só três horas, resolvi que ganhava mais indo embora - pra dormir na minha cama e não no trabalho do dia seguinte. Quem ficou disse que foi bom e que os caras conseguiram salvar o festival junto com a Björk. É possível que eu até mudasse minha indiferença com a banda, mas pouco importa. Porque o que veio depois foi um Tsunami em qualquer lembrança do TIM.
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